domingo, 28 de março de 2010

Alguns Cases

Apesar de demorarem um pouco, essas ações costumam dar resultado. Em pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint, as redes sociais ajudaram em cerca de 18% do crescimento de venda nas empresas. Estar presente em uma rede social deixou de ser um diferencial e sim uma obrigação, já que os clientes e a própria concorrência estão conectados. Utilizando-se de uma boa política de uso, é possível aproveitar todo o beneficio oferecido para posicionar-se no mercado. Redes sociais são uma realidade e hoje é uma grande estratégia quando fala-se em marketing de relacionamento.

1. BLOGS

Blog é um site cuja a estrutura permite uma atualização rápida a partir de acréscimos de textos ou posts disposto normalmente em ordem cronológica. Existem milhares de blogs na internet, falando dos variados assuntos. Alguns deles possuem uma audiência grande de pessoas que buscam novas informações e opiniões sobre temas específicos.Pensando nisso, a Nokia, empresa do ramo de celulares, com blogueiros bem relacionados na rede, para convidá-los a participar da comunidade do circuito de festas que serviriam como “aquecimento” do festival Nokia Trends Team. A audiência foi maior do que a dos outros meios tradicionais utilizados para o evento.

2. TWITTER

O Twitter é um sistema de microblogging que permite sejam escritos pequenos textos com até 140 caracteres. Na estrutura do sistema o usuário (twitter) pode seguir outros usuários e ser seguido por eles. Também é possível enviar mensagens de modo privado ou não para outros usuários. A rede é uma entre as mais crescem no mundo hoje (Recuero, 2009).Muitas empresas, aproveitam o microblogging Twitter, para realizar promoções. A Naked Pizza, por exemplo, conseguiu aumentar suas vendas em 15% em um só dia. Outro exemplo disso, é a da construtora e incorporadora Tecnisa, conhecida por ser uma empresa 2.0 que investe em redes sociais. Ela foi a primeira empresa a vender um apartamento através do Twitter. O comprador, que pagou 500 mil reais pelo imóvel, seguia o perfil da empresa na rede social e aproveitou a promoção que oferecia 2 mil reais em vale-compras, alem de armários planejados para quartos e cozinha. Foi o produto mais caro vendido através do microblogging no mundo. A conquista inédita fortaleceu a estratégia da empresa de divulgação online, que permite bons resultados com baixos custos.Já a Converse, preferiu apostar em uma estratégia viral em que em que esta promove o Flashrock, em São Paulo e em outras capitais brasileiras, noticiando a hora e local do evento pelo Twitter, sem comunicar as autoridades. Alias, os shows terminariam com a chegada destes.

3. FACEBOOK

A Palm, fabricante de smartphones e computadores de mão, precisava aumentar suas vendas. Para isso desenvolveu um aplicativo na rede social Facebook. Os usuários do aplicativo realizavam um cadastro e recebiam mensagens com noticias e promoções do produto. Estas foram enviadas a 70 mil usuários cadastrados. Em 3 horas, 3 mil já tinham lido as mensagens. O retorno da ação foi logicamente em vendas.Burger King também promoveu sua campanha na plataforma social, através de gadgets e outros recursos. O jogo era simples, através do aplicativo bastava selecionar 10 pessoas para deixar de ser amigo na rede social e ser recompensado com um cupom que equivalia a um hambúrguer grátis. Ou seja, quantos amigos estaria disposto a sacrificar em troca do lanche. A estratégia se torna viral a partir do momento que os amigos dispensados eram notificados por e-mail. O retorno, foi rápido veio com a velocidade da expansão da informação entre os usuários do aplicativo.Criado pelo estudante de Harvard, Mark Zuckerberg, o Facebook funciona através de perfis e comunidades. No perfil, é possível acrescentar jogos e ferramentas, os aplicativos.Estes podem ser criados pelo usuário no sistema (Recuero, 2009). Hoje a rede social é a com maior base de usuários no mundo, algo em torno de 250 milhões. No Brasil, ainda possui menos usuários que o popular Orkut, que contém mais de 20 milhões no país.

4. MYSPACE E LASTFM

Com a interatividade, de acordo com a web 2.0, é possível acompanhar alguns temas, público-alvo, e observar tendências quando e onde acontecem. Quando, por exemplo se fala em musica é possível encontrar usuários no LastFM ou no MySpace em total interação com a marca ou artista.O MySpace e o LastFM são sistemas que permitem a interação entre usuários e a mostra de redes sociais através de blogs, grupos e fotos, vídeos e música.Esta se tornou uma solução para muitas bandas novas e independentes, que criam perfis para deixar a disposição do público noticias de eventos, bem como divulgar suas musicas e vídeos (Recuero, 2009).

CASES BRASILEIROS DE SUCESSO

Caixa Econômica Federal que visava lançar um novo plano de poupança, e focou no publico infantil criando personagens (os Poupançudos) que ensinavam como se poupar dinheiro, atraindo assim o interesse dos pais para o plano.Na ação online foram criadas 40 comunidades no Orkut, onde eram realizadas promoções e sorteios. No hotsite era possível baixar músicas da campanha.Além da estratégia viral da criação de vídeos postados no YouTube, como exemplo a parodia do vídeo do jogador Ronaldinho que chutava a bola na trave inúmeras vezes, estrelada pelos personagens da campanha.A Reebok está lançou no Brasil a linha Reebok Classic e para divulgar os modelos a marca fechou parceria com a MTV Brasil para desenvolver uma ação de marketing promocional no site do canal. A ação teve três etapas e nos 15 primeiros dias houve peças de comunicação da linha Reebok Classic no Portal MTV, em redes sociais e links patrocinados. A segunda etapa incluiu um jogo no portal da MTV onde os internautas terão que procurar pares de tênis da linha e se cadastrar para concorrer a ingressos para o evento de lançamento.

Marketing Viral

As redes sociais se tornam um excelente negócio, partindo do principio de que elas acumulam um grande trafego de informações. As pessoas sentem necessidade de compartilhar conteúdo que julgam interessante na rede.O marketing utiliza-se de estratégias que exploram as redes sociais para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia, denominadas estratégias de marketing viral. Este, liga o produto com novos clientes que por si só espalham-no na rede, podendo atingir um público focado maior que o marketing tradicional, e sem custo de material (Motta, 2009).Estratégias virais de sucesso tem como características em comum:· Liberdade de visualização, sem custo algum;· Facilidade de espalhar-se;· Utilizar como meio redes sociais já existentes e lista de contatos no e-mail;· Ser única e interessante;· Sucesso em escala (capacidade de iniciar pequenas e acabar muito grande).

Ações em Mídias Sociais

No inicio, essa proposta foi mal interpretada pelas organizações que achavam que bastava mover a mensagem do meio tradicional para as ferramentas sociais. No entanto, o marketing em uma mídia social exige toda uma filosofia de trabalho cuja a missão é colocar o usuário como protagonista de seu sucesso, reorganizando a mensagem, permitindo-lhes beneficiar-se, criticar ou rejeitar o seu conteúdo.Um novo conceito de comunicação que foram mantidos no primeiro reforço do fundo de desenvolvimento de produtos, de informações úteis e de fornecer valor para o usuário.Pensar que o planejamento de uma ação de mídia social, deve ser feito como na comunicação publicitária tradicional, em que uma organização transmite uma mensagem a um usuário passivo que apenas limita-se a recebê-la por completo, é correr o risco de levá-la ao fracasso.Uma ação de mídia social deve ser planejada com base nas pessoas e não em métodos automatizados, em outras palavras, simplesmente expondo o produto para o maior número de perfis de usuários possível. A estratégia deve ser estruturada de maneira que nas atividades de comunicação, os usuários se tornem parceiros ativos na divulgação da mensagem e sua importância, já que estes passam uma imagem mais credível do que a própria marca (Motta, 2009).

Marketing de Relacionamento

Segundo Regis McKenna, em Marketing de Relacionamento(1998), até meados dos anos 90, a maioria das organizações concentrava-se em colocar seu nome no mercado, de forma mais rápida e ampla possível na eterna busca por novos clientes, sem preocupar-se na preservação de um mercado já conquistado.As mudanças na forma da organização relacionar-se com o cliente, começaram com o acirramento da das concorrências, que viram os “novos mercados” diminuírem gradativamente, passando a valorizar-se assim, o mercado já conquistado.Percebeu-se que a satisfação do cliente não se resume somente à aquisição do produto ou serviço, mas na avaliação continua após a venda, melhor ainda se se a organização continuar prestando-lhe um atendimento de qualidade após o processo de aquisição. Se isso não ocorre o cliente busca outra marca, produto ou fornecedor.Passou-se então a investir, prioritariamente na manutenção do cliente já conquistado, sem, é lógico, descartar a conquista de um cliente potencial, já que esta cada vez mais difícil buscar um cliente novo, mas cada vez mais fácil perder o que já se possui. Com base neste principio, as organizações começam apostar no marketing de relacionamento, que procura trabalhar o conceito de fidelização do cliente, apoiando-se em bancos de dados inteligentes que permitem um conhecimento mais profundo das demandas, expectativas e necessidades dos clientes, o que garante às organizações adequação na oferta de produtos e serviços aos seus consumidores.Com o crescimento da informática, foram criados diversos softwares para gerenciar o relacionamento com o cliente. Também surgiram profissões, como os operadores de telemarketing, que eram encarregados de entrar em contato por telefone com os clientes para preencher uma ficha.Depois de um tempo, percebeu-se que essa ação robótica não surtiram muito efeito. Além de sentirem-se incomodados de atender em momentos inconvenientes, os clientes sentiam que nestes questionários somente a empresa fala.A solução foi buscar um meio mais simples, ágil e eficiente de realizar a tarefa de relacionar com o consumidor. Um destes meios, é através das redes sociais na internet. Com a popularidade de plataformas sociais como Orkut, Facebook e Twitter, as organizações podem interagir com seus clientes, de forma eficaz permitindo-os falar e comentar a todo tempo livremente.Com isso, pode-se fazer pesquisas de baixo custo, aproveitar os bons comentários na venda de outros produtos, responder a duvidas, criticas e sugestões de maneira dinâmica e rápida, além de formar um perfil de público-alvo da organização.

Presença nas Organizações

Informa-se por blogs, relaciona-se por redes sociais, compra-se sem sair de casa, discuti-se por fóruns, compartilha-se por plataformas online, áudio, fotos e vídeos, podcasts, wikis, tweets, microblogging, mundos virtuais... Na era da “Revolução Digital”, estas ações e expressões se tornaram comuns do cotidiano. O intenso acúmulo de atividades a serem exercidas pelo homem moderno, o fizeram ter cada vez menos tempo para relacionar-se com seu reduto social. O advento da internet, tornou-se uma alternativa para esse problema. Segundo Raquel Recuero, em Redes Sociais na Internet (2009), a comunicação através da rede mundial de computadores, amplificou a capacidade de conexão, permitindo com que fossem criadas estruturas sociais virtuais. Essas estruturas sociais erguidas dessa comunicação mediada pelo computador, geram fluxos ou trocas de informação capazes de impactar a sociedade. Um bom exemplo do poder dessas estruturas ou redes sociais, é a eleição presidencial americana em 2008, em que as campanhas dos candidatos Barack Obama e John McCain, foram acompanhadas pelo mundo inteiro por blogs, vídeos e sites de redes sociais na internet. Através do microblogging Twitter, era possível saber o que os usuários comentavam sobre a campanha. No YouTube, era divulgado o vídeo mashup “Yes, We Can” criado por Will.i.am do Black Eyed Peas, frase retirada do discurso do então candidato Barack Obama durante as primarias em New Hampshire. O resultado foi uma eleição com um dos maiores índices de comparecimento da historia dos Estados Unidos (Recuero, 2009). Conscientizando-se cada vez mais da importância das redes sociais, como meio de comunicação interativa, as organizações abrem os olhos para exploração das vantagens do enorme poder dessas estruturas virtuais. Através destas, as organizações poderão debater, compartilhar, ouvir ou entrar em contato com o usuário. Este novo conceito de comunicação organização/público-alvo é feito através de um dialogo, onde o usuário torna-se também parte do desenvolvimento da imagem da organização. Surge assim, o Marketing de Relacionamento através das Redes Sociais.

Marketing em Mídias Sociais

Nas mídias sociais é o usuário o emissor das mensagens. Neste processo de comunicação, é necessário uma prévia para saber o que o público pensa do produto ou serviço na rede. Assim que recebe-se o feedback dos usuários, é importante começar a trabalhar em estratégias que permitam a melhor conexão entre o usuário e a organização.Não há nenhuma maneira padrão de fazer uma campanha em uma mídia social, cada caso pode surgir de circunstâncias muito diferentes relacionada ao tipo de produto, com o objetivo alvo, ou a necessidade de expandir a informação sobre um determinado produto. Neste tipo de comunicação, não se deve buscar um retorno imediato, os resultados costumam ser obtidos tanto rapidamente quanto a longo prazo. Mídia social é a criação de comunidades onde se tem que estimular e recompensar a fidelidade continuamente de seus usuários mais ativos.